A fissura labiopalatina é uma malformação congênita que afeta o lábio superior e/ou o céu da boca (palato), surgindo ainda durante a gestação — geralmente entre a 4ª e a 12ª semana.
Essa condição pode se apresentar de forma isolada ou combinada, impactando a alimentação, a fala, a audição e até a respiração do bebê.
🔍 O que é fissura labiopalatina?
- Fissura labial: abertura no lábio superior, que pode variar de uma pequena fenda até uma separação completa que se estende até o nariz.
- Fissura palatina: abertura no céu da boca (palato), podendo envolver a parte dura (anterior), a mole (posterior) ou ambas.
Em muitos casos, as duas alterações ocorrem juntas, formando a chamada fissura labiopalatina.
🧬 O que causa a fissura labiopalatina?
As causas são multifatoriais e podem incluir:
- Histórico familiar
- Deficiência de ácido fólico na gestação
- Exposição a substâncias nocivas (medicamentos, álcool, cigarro)
- Infecções ou doenças durante a gravidez
🩺 Como é feito o diagnóstico?
- Pré-natal: por meio do ultrassom morfológico a partir do segundo trimestre.
- Pós-nascimento: por avaliação clínica do pediatra ou equipe especializada.
O diagnóstico precoce permite o início de um acompanhamento multidisciplinar essencial para o desenvolvimento da criança.
🗣️ Como a fissura afeta a fala?
A fissura palatina interfere no funcionamento do véu palatino, afetando a ressonância vocal e a articulação de sons. Crianças com essa condição podem apresentar:
- Voz com escape nasal (rinolalia)
- Dificuldade para pronunciar consoantes como “p”, “b”, “t” e “d”
- Compensações na fala, como sons feitos na garganta
Por isso, a fonoaudiologia precoce é essencial para garantir uma comunicação mais clara e eficiente.
👶 O papel da Fonoaudiologia na fissura labiopalatina
A fonoaudióloga acompanha desde os primeiros dias de vida e atua em diferentes etapas:
👄 Amamentação e alimentação
- Orientações para facilitar a pega
- Uso de bicos e mamadeiras especiais
🗣️ Estimulação da linguagem e fala
- Treinamento da musculatura orofacial
- Correção de distorções e compensações na fala
- Trabalhos com a ressonância vocal
👂 Acompanhamento auditivo
Crianças com fissura têm maior risco de otites e perdas auditivas condutivas, por isso é fundamental o monitoramento da audição.
👥 Tratamento completo e equipe envolvida
O cuidado com a fissura labiopalatina é multidisciplinar, e pode envolver:
- Cirurgião plástico ou bucomaxilofacial
- Fonoaudiólogo
- Otorrinolaringologista
- Ortodontista
- Pediatra, nutricionista e psicólogo
Etapas comuns:
- Cirurgia do lábio: entre 3 e 6 meses
- Cirurgia do palato: entre 9 e 18 meses
- Fonoaudiologia contínua e personalizada
- Intervenções ortodônticas ao longo da infância/adolescência
✅ Prognóstico
Com diagnóstico precoce e um plano terapêutico adequado, a maioria das crianças com fissura labiopalatina alcança boa qualidade de vida, fala funcional, alimentação segura e autoestima fortalecida.
A fissura labiopalatina vai muito além da estética. Ela exige cuidado, acolhimento e acompanhamento especializado desde o nascimento.
Se você tem dúvidas sobre amamentação, fala ou audição de uma criança com fissura, procure um fonoaudiólogo.
Quanto mais cedo o apoio começar, maiores as chances de sucesso na reabilitação. 💛
📲 Agende uma avaliação ou entre em contato com a equipe da Clínica Escutar.