Pular para o conteúdo

Julho Verde: conscientização, prevenção e combate ao câncer de cabeça e pescoço

  • por

Julho Verde: conscientização, prevenção e combate ao câncer de cabeça e pescoço

O Julho Verde é uma campanha dedicada à conscientização, à prevenção e ao combate ao câncer de cabeça e pescoço. Durante o mês, profissionais e instituições de saúde reforçam a importância de conhecer os fatores de risco, observar possíveis sinais de alerta e procurar atendimento especializado diante de alterações persistentes.

A informação é uma ferramenta essencial para reduzir o diagnóstico tardio. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer mostrou que mais de 80% dos casos analisados no Brasil chegaram aos serviços de saúde em estágios avançados, situação que pode tornar o tratamento mais complexo e aumentar o risco de sequelas.

O que é o câncer de cabeça e pescoço?

O termo “câncer de cabeça e pescoço” reúne diferentes tipos de tumores que podem atingir estruturas como:

  • Boca;
  • Língua;
  • Lábios;
  • Garganta;
  • Faringe;
  • Laringe;
  • Cavidade nasal;
  • Seios da face;
  • Glândulas salivares;
  • Região do pescoço.

Por envolver áreas relacionadas à respiração, à mastigação, à deglutição, à fala e à voz, a doença e seu tratamento podem causar impactos importantes na comunicação, na alimentação e na qualidade de vida do paciente.

Quais são os principais sinais de alerta?

Os sintomas podem variar conforme a região afetada. Além disso, muitos desses sinais também podem estar relacionados a outras condições de saúde.

Por esse motivo, a presença de um sintoma isolado não significa necessariamente que a pessoa tenha câncer. No entanto, alterações persistentes precisam ser avaliadas por um profissional.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Ferida na boca que não cicatriza;
  • Manchas brancas ou avermelhadas na boca;
  • Nódulo ou caroço no pescoço;
  • Rouquidão ou mudança na voz;
  • Dor de garganta persistente;
  • Dificuldade ou dor para engolir;
  • Dificuldade para mastigar ou movimentar a língua;
  • Sangramento na boca sem motivo aparente;
  • Sensação constante de algo preso na garganta;
  • Dor no ouvido sem uma causa identificada;
  • Perda de peso sem explicação.

Feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, nódulos no pescoço, alterações persistentes na voz e dificuldades para engolir estão entre os sinais que devem ser investigados.

Não espere que o desconforto fique mais intenso. Ao perceber uma alteração persistente, procure um médico ou dentista para uma avaliação adequada.

Quais são os principais fatores de risco?

O câncer pode estar relacionado a diferentes fatores, mas alguns hábitos e condições aumentam significativamente o risco de desenvolvimento dos tumores de cabeça e pescoço.

Tabagismo

O uso de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos derivados do tabaco está entre os principais fatores de risco. Produtos de tabaco sem fumaça também estão associados ao desenvolvimento de câncer na região da cabeça e do pescoço.

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas

O consumo frequente ou excessivo de álcool também aumenta o risco, especialmente quando está associado ao tabagismo.

A combinação entre cigarro e bebida alcoólica amplia ainda mais a exposição aos fatores relacionados à doença.

Infecção pelo HPV

Alguns tipos de câncer de orofaringe podem estar relacionados à infecção persistente pelo papilomavírus humano, conhecido como HPV.

A vacinação contra o HPV é uma medida importante de prevenção das doenças associadas ao vírus e deve seguir as recomendações do calendário de vacinação.

Exposição solar sem proteção

A exposição frequente dos lábios ao sol sem proteção também pode aumentar o risco de câncer labial, principalmente entre pessoas que trabalham por longos períodos ao ar livre.

Cuidados inadequados com a saúde bucal

A falta de acompanhamento odontológico, a higiene bucal inadequada e a presença prolongada de lesões ou irritações na boca também merecem atenção.

Manter consultas periódicas com o dentista ajuda a identificar alterações que precisam ser avaliadas.

Como prevenir o câncer de cabeça e pescoço?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas atitudes ajudam a reduzir os riscos:

  • Não fumar nem utilizar produtos derivados do tabaco;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Cuidar diariamente da higiene bucal;
  • Realizar consultas odontológicas regularmente;
  • Utilizar protetor labial com fator de proteção solar;
  • Evitar a exposição excessiva ao sol;
  • Manter a vacinação contra o HPV atualizada;
  • Procurar atendimento diante de feridas ou alterações persistentes;
  • Não ignorar mudanças prolongadas na voz ou na deglutição.

A prevenção também depende da atenção aos sinais do próprio corpo. Observar a boca, perceber alterações na voz e acompanhar dificuldades para mastigar ou engolir são atitudes importantes para identificar precocemente a necessidade de uma avaliação.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de controle e de escolha de tratamentos que preservem as funções da região afetada.

O estágio em que o câncer é diagnosticado está diretamente relacionado aos resultados do tratamento e à sobrevida do paciente. O diagnóstico tardio pode exigir intervenções mais complexas e provocar maiores impactos na fala, na voz, na respiração, na mastigação e na deglutição.

Por isso, nenhuma alteração persistente deve ser ignorada ou tratada apenas com soluções caseiras. Somente uma avaliação profissional pode investigar corretamente a causa dos sintomas.

Qual é o papel da Fonoaudiologia?

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.

Dependendo da localização do tumor e do tratamento realizado, o paciente pode apresentar dificuldades relacionadas à:

  • Voz;
  • Fala;
  • Mastigação;
  • Deglutição;
  • Respiração;
  • Mobilidade das estruturas da boca e do rosto;
  • Comunicação.

Nesses casos, o fonoaudiólogo pode participar do acompanhamento antes, durante ou após o tratamento médico, contribuindo para a avaliação e para a reabilitação das funções afetadas.

A atuação fonoaudiológica pode incluir orientações sobre alimentação e comunicação, estratégias para uma deglutição mais segura e técnicas direcionadas à recuperação ou adaptação da fala e da voz. Essa atuação deve acontecer de forma integrada com a equipe responsável pelo tratamento oncológico.

Informação, prevenção e cuidado durante todo o ano

O Julho Verde amplia a discussão sobre o câncer de cabeça e pescoço, mas os cuidados não devem ficar restritos a um único mês.

Não fumar, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, cuidar da saúde bucal, manter a vacinação atualizada e procurar atendimento diante de sintomas persistentes são medidas que devem fazer parte da rotina.

Ao perceber feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão prolongada, dificuldade para engolir, alterações na mastigação ou algum nódulo no pescoço, procure um médico ou dentista.

A Clínica Escutar reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado multiprofissional. Para orientações e acompanhamento fonoaudiológico relacionados à voz, fala, mastigação e deglutição, entre em contato com a nossa equipe.

Informação também é uma forma de cuidado. Compartilhe este conteúdo e ajude mais pessoas a reconhecerem os sinais de alerta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *