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Perda auditiva infantil: por que acompanhar a audição desde cedo é tão importante

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A perda auditiva infantil nem sempre é percebida imediatamente pela família. Em muitos casos, os sinais aparecem de forma sutil no dia a dia: a criança parece não responder quando é chamada, aumenta muito o volume da televisão, apresenta atraso na fala, tem dificuldade para seguir orientações ou demonstra desatenção em ambientes com muitos sons. Esses comportamentos podem ser confundidos com distração, fase do desenvolvimento ou falta de interesse, mas também podem estar relacionados a alterações auditivas.

Por isso, acompanhar a audição desde os primeiros dias de vida é uma medida essencial para o desenvolvimento infantil. A audição está diretamente ligada à comunicação, à linguagem, à aprendizagem, à socialização e à forma como a criança se relaciona com o mundo ao seu redor. Quando uma alteração auditiva não é identificada e acompanhada adequadamente, ela pode impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e das habilidades sociais.

O teste da orelhinha é o primeiro passo, mas não deve ser o único

A Triagem Auditiva Neonatal, conhecida popularmente como teste da orelhinha, é uma avaliação realizada nos primeiros dias de vida do bebê e tem como objetivo identificar possíveis alterações auditivas precocemente. O Ministério da Saúde reforça a importância da triagem auditiva neonatal como parte do cuidado com o recém-nascido, especialmente para favorecer o diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento e melhores oportunidades de desenvolvimento comunicativo.

No entanto, é importante compreender que o teste da orelhinha não encerra o cuidado com a audição da criança. Algumas alterações podem surgir ou se tornar mais evidentes ao longo da infância. Por isso, mesmo quando o resultado inicial é satisfatório, a atenção dos pais, responsáveis, pediatras e profissionais de saúde continua sendo fundamental.

Por que a perda auditiva infantil pode passar despercebida?

Diferente de outras condições mais visíveis, a perda auditiva pode não apresentar sinais claros no início. A criança pode ouvir alguns sons, mas ter dificuldade para perceber outros. Também pode responder bem em ambientes silenciosos, mas apresentar dificuldade em locais com ruído, como escola, festas, parques ou salas com muitas pessoas falando ao mesmo tempo.

Essa percepção parcial pode atrasar a busca por avaliação especializada. Muitas vezes, a família só percebe algo diferente quando surgem dificuldades na fala, na alfabetização, na interação social ou no desempenho escolar.

Entre os sinais de atenção estão:

  • A criança não reage a sons ou chamados com frequência.
  • Pede para repetir muitas vezes.
  • Aumenta o volume da televisão, celular ou tablet.
  • Apresenta atraso no desenvolvimento da fala.
  • Troca sons, fala pouco ou tem dificuldade para se expressar.
  • Parece desatenta ou não segue orientações simples.
  • Tem dificuldade de aprendizagem ou de interação na escola.

Esses sinais não significam, obrigatoriamente, que a criança tenha perda auditiva. Porém, indicam que uma avaliação auditiva pode ser necessária para investigar melhor o que está acontecendo.

Audição, fala e desenvolvimento infantil caminham juntos

A criança aprende a falar, reconhecer palavras e compreender o ambiente a partir dos sons que escuta. Por isso, alterações auditivas podem interferir diretamente no desenvolvimento da linguagem. O NIDCD, instituto norte-americano de referência em audição e comunicação, destaca que crianças com perda auditiva podem ter mais dificuldade para desenvolver fala e linguagem quando não recebem identificação e acompanhamento adequados.

Isso mostra que cuidar da audição não é apenas verificar se a criança “ouve bem”. É também cuidar da comunicação, da aprendizagem, da autonomia e das oportunidades de desenvolvimento.

Quando realizar uma avaliação auditiva infantil?

Além da Triagem Auditiva Neonatal, a avaliação auditiva pode ser indicada sempre que houver suspeita de alteração, atraso de fala, histórico de infecções de ouvido, dificuldade escolar, queixas da escola ou fatores de risco para perda auditiva.

O CDC orienta que, diante da suspeita de perda auditiva em uma criança, a avaliação deve ser buscada o quanto antes. Crianças com risco de perda auditiva adquirida, progressiva ou de início tardio também podem precisar de acompanhamento específico ao longo do desenvolvimento.

A avaliação auditiva infantil deve ser realizada por profissionais capacitados, com exames adequados para a idade e o perfil da criança. Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de acompanhamento, orientação familiar e intervenção adequada.

O papel da família na saúde auditiva infantil

Pais e responsáveis têm papel essencial na observação do desenvolvimento auditivo e comunicativo da criança. Pequenas mudanças de comportamento podem trazer informações importantes: a forma como a criança reage aos sons, como responde ao próprio nome, como interage com a fala dos adultos e como evolui na comunicação.

Na dúvida, o ideal é não esperar. Buscar uma avaliação auditiva é uma forma de cuidado preventivo e pode trazer mais segurança para a família.

Cuidar da audição é cuidar do futuro da criança

A saúde auditiva infantil merece atenção contínua. O teste da orelhinha é uma etapa importante, mas o acompanhamento da audição deve continuar durante a infância, especialmente quando surgem sinais de alerta ou dúvidas sobre o desenvolvimento da fala e da comunicação.

Cuidar da audição é também cuidar do desenvolvimento, da aprendizagem, da interação social e da qualidade de vida da criança.

Na Clínica Escutar, o cuidado é realizado com atenção, escuta e orientação especializada para cada fase do desenvolvimento.

 

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